quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Circuito Inglaterra-Escócia

Este circuito era o esperado e a data era a ideal para mim - 2 de Setembro de 2012. Concretizou-se, por isso, o desejo de visitar Inglaterra e Escócia, subscrevendo o programa da Nortravel, cujo serviço já conhecia de dois circuitos anteriores.
Sem companheiros locais que nos acompanhassem na viagem, apenas eu e minha mulher nos fomos juntar ao grupo que se formou no aeroporto de Londres, onde o guia nos esperava também. Mas esta prática já nos é familiar nas viagens que fazemos, sendo fácil inserir-nos no grupo e a partir daí estabelecer relações com outras pessoas.
Gostar de viajar, ter a ousadia suficiente para ir à procura de novos mundos e ser capaz de estar em grupo, relacionando-nos com outras pessoas, são as condições necessárias. E essas nunca nos faltaram.
Instalado o grupo no autocarro, este levou-nos ao Novotel London West, localizado em Hammersmith, uma zona bem dentro da cidade londrina.
Ainda antes do jantar, no hotel, houve oportunidade para o primeiro contacto com esta gigantesca urbe, visitando a zona do Big Ben, a Abadia de Westminster e Downing Street, de entre outros locais. Cá de longe, admirámos também o "London Eye", a roda gigante construída para a passagem do milénio, licenciada para um período de cinco anos a partir de 1999, mas que lá continua e é hoje uma das grandes atracções de Londres.
De referir que o verão nos acompanhou desde Portugal, pois neste e nos dias seguintes o tempo esteve solarengo e com temperaturas bastante elevadas para a época. Afinal, o persistente nevoeiro londrino até fugiu de nós.
O 2º. dia foi dedicado totalmente a Londres, começando com a visita panorâmica à cidade, na companhia da guia local, sendo por nós visitados os pontos mais emblemáticos da cidade.
A Praça e as Câmaras do Parlamento, Abadia de Westminster, Big Ben, Downing Street, Trafalgar Square, Galeria Nacional, Catedral de S. Paulo, Torre de Londres (antiga prisão e agora museu), Palácio de Buckingham, onde reside a realeza, Piccadilly Circus, Regent Street, Oxford Street, Royal Albert Hall e os armazéns Harrods foram, de entre outros, os pontos visitados.
Mas não deixámos de admirar e atravessar a famosa ponte identificada por "Tower Bridge", tendo até a oportunidade de obter a imagem de um advogado equipado a rigor, com a toga e a sua tradicional peruca, ao passar junto a uma Casa da Justiça.
Após o almoço, na zona de Covent Garden, houve tempo livre para cada qual fazer visitas a seu gosto, sendo por nós aproveitado o tempo para conhecer aquela zona.
Por toda a área em que se distribui o mercado a animação de rua é intensa, vendo-se as mais variadas figuras, que vão de homens-estátua a palhaços, ou ainda cantoras líricas acompanhadas de pequenas aparelhagens que nas esplanadas de bares e cafés se candidatam ao merecido tributo de algumas moedas, por parte de quem escuta as suas maravilhosas vozes.
Como antigo escuteiro, gostei de admirar "Baden-Powell House", ainda que por breves momentos.
Após regresso ao hotel, em Hammersmith, eu e minha mulher ainda pudemos fazer uma longa caminhada, cumprindo um hábito diário que nos é próprio.
O 3º. dia começou com o pequeno almoço-buffet no hotel e a partida para Oxford, famosa pela sua universidade, uma das mais antigas da Europa. Apesar de alguma perturbação na entrada da cidade, devido à instalação de uma feira, com inúmeros equipamentos de diversão, foi interessante visitar e ficar a conhecer o conjunto de edifícios dos diversos colégios que fazem parte desta mundialmente conhecida cidade do saber.
E a viagem continuou para Stratford-Upon-Avon, também famosa por ser a terra natal do dramaturgo William Shakespeare.
Mas a beleza, a harmonia e o tratamento que é dado a esta pequena cidade, tal como aos lugares visitados anteriormente, não passam despercebidos a qualquer visitante, demonstrando que o turismo é fomentado e aproveitado de forma inteligente, já que se trata de uma indústria geradora de grande riqueza.
Mas esta cidade tem também o mercado mais importante da região.
O almoço foi servido num restaurante local, daqui partindo para York, onde nos alojámos no hotel Park Inn.
Após o jantar foi possível percorrer algumas das "Stonegate", ruas estreitas e de características muito pitorescas, com varandas e janelas que quase se tocam sobre as ruas.
No 4º. dia continuámos a conhecer esta cidade de York, património da Grã-Bretanha e que na Idade Média foi uma cidade de grande riqueza, logo a seguir a Londres.
Tem um riquíssimo legado patrimonial, que pode ser testemunhado pela presença da Catedral, as já referidas ruas "Stonegate", a Galeria de Arte, "The Shambles", a rua mais antiga de York, o Colégio de St.Williams, o mercado, o centro arqueológico Viking, a "Fairfax House", uma típica casa do século XVIII, as ruínas da Abadia de St.Mary, parte das muralhas da cidade, de entre outros sinais do seu riquíssimo passado.
Aqui se almoçou em restaurante local, partindo depois para Durham, onde se fez uma paragem, que permitiu visitar a sua catedral, com grandes tradicões musicais, tendo um famoso coro de meninos e cavalheiros, orientados pelo director que é também o organista da catedral.
O castelo desta cidade foi o único na região que nunca foi conquistado pelos escoceses.
A viagem prosseguiu até Edimburgo, onde nos alojámos no Hotel Premier Inn da cidade, vindo a contactar com a capital da Escócia, num pequeno passeio após o jantar, ficando então com a impressão de ser uma cidade muito sombria .
E o 5º. dia apanhou-nos nesta cidade de Edimburgo, com o tempo mais "farrusco" do que até aí.
Porém, à luz do dia a impressão sobre a cidade melhorou bastante e pudemos admirar uma cidade imponente e monumental, dominada pelo seu castelo, construído sobre uma rocha de origem vulcânica.
É um centro económico e cultural de grande importância, com uma universidade que é pioneira na informática e gerenciamentos, das mais prestigiadas da Europa e do mundo.
Foi conhecida por Atenas do Norte, encontrando-se na cidade o Monumento Nacional sob Calton Hil, que lembra a acrópole de Atenas, na Grécia, mas que a população diz ser pouco lisongeiro para a cidade, por ser uma obra inadequada e inacabada.
Acompanhados da guia local pudemos tomar conhecimento mais aprofundado da sua história, de particularidades que ainda são visíveis, como a de janelas que foram tapadas para que o imposto então lançado sobre as mesmas diminuisse o seu número, evitando-se assim a cobrança do respectivo imposto.
O jantar que aqui nos foi servido, teve características típicas escocesas e foi acompanhado de um show folclórico celta, que tem muito a ver com a nossa cultura celtibérica.
Já no 6º. dia, após o pequeno almoço escocês no hotel, saimos para Stirling, onde visitámos o seu castelo, que se tornou famoso pelas batalhas entre escoceses e ingleses.
Pela sua localização, é um castelo de características defensivas, sendo três dos seus lados de íngremes escarpadas.
É um dos maiores e mais importantes castelos escoceses, tanto historicamente, como arquitectonicamente.
Foi retomada a viagem com destino a Glasgow, havendo paragem para almoço, em restaurante local.
À chegada, fez-se a visita à sua imponente catedral e de seguida uma panorâmica a esta cidade localizada nas margens do rio Clyde.
Após instalação no hotel, houve tempo livre para uma visita ao centro da cidade, com majestosas ruas dotadas de grandes estabelecimentos comerciais, chegando à praça de Jorge com o espectacular edifício da Câmara Municipal.
Glasgow é um importante centro financeiro da Europa, nela se localizando muitas das principais empresas escocesas.
Os pubs são um elemento fundamental da vida de Glasgow, ou não fosse a cidade com mais diversão nocturna da Escócia.
7º. dia iniciou-se com a viagem para Ambleside, onde se apanharia o barco para um cruzeiro no Lago Windermere, o mais longo de Inglaterra.
Mas antes de aí chegar foi feita uma paragem na última povoação escocesa junto à fronteira, de nome Gretna Green, hoje um lugar famoso, porque quando em Inglaterra uma mulher só podia casar-se quando tivesse 20 anos, aqui bastava ter 16 anos e haver uma testemunha. Então, a primeira casa era a de um ferreiro, neste sítio. Por isso muitas passavam a fronteira e aqui vinham dar o nó, sendo o ferreiro essa testemunha. Como referi, agora um lugar famoso.
Prosseguindo com a viagem e iniciado o cruzeiro, este veio a terminar em Bowness, uma bonita e florida vila, onde a movimentação turística é enorme. Também aqui teve lugar o almoço.
O tempo, com o sol sempre a brilhar, ajudou a um fantástico dia  neste aprazível local do Distrito dos Lagos.
Partindo ao encontro de Liverpool, após a instalação no hotel Thistle Atlantic Tower, ainda foi possível visitar a movimentada Mathew Street, onde existiu o Cavern Club, sítio em que os Beatles deram início à sua fantástica carreira musical.
Uma experiência inesquecível para mim, que resulta na concretização de um sonho acalentado de há muito, porquanto me tornei num grande admirador do grupo após o seu aparecimento, chegando a coleccionar todos os discos publicados no início da sua carreira.
Após o jantar, de novo visitámos aquele espaço e as ruas adjacentes, com pubs a fervilhar de jovens, muitos dos quais em despedidas de solteiros, mascarados e disfarçados a preceito, fazendo lembrar o carnaval. A musica em alto som, a partir dos pubs, domina toda aquela área.
O dia seguinte ainda permitiu visitar outras zonas de Liverpool, destacando-se a zona portuária, que em 2004 foi declarada Património Mundial pela Unesco. As docas são consideradas fundamentais para a história de Liverpool.
E foi depois o regresso a Lisboa e cada um a sua casa, através do aeroporto de Manchester.
Só acrescentar a satisfação de uma curiosidade:- o porquê da circulação do trânsito pela esquerda, no Reino Unido. Afinal, de onde veio essa prática ? Nada menos do que do tempo das invasões e ocupações de Inglaterra, por outros povos. Circulava-sa pela esquerda com cavalos e carroças, para o cavaleiro ter sempre a mão direita disponível para se defender com a espada. Mais tarde, todas as outras "carroças" ficaram a circular assim... ! Para os residentes, será muito simples, para quem vai de fora causa alguma confusão, principalmente quando se circula nas rotundas.
A terminar, dizer que este programa da Nortravel decorreu de forma muito positiva, até pela colaboração dada por todos os componentes do grupo no aspecto da pontualidade, com o seu guia Pedro Fonseca a mostrar ser um profissional à altura dos acontecimentos e o simpático motorista jamaicano (cujo nome me escapou) a conduzir-nos com toda a segurança.
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