terça-feira, 21 de julho de 2015

Suiça fabulosa, Alsácia e Floresta Negra

O ter de conciliar período de férias com compromissos profissionais, que envolvem contabilidade, declarações fiscais e liquidação de impostos, levaram-me uma vez mais a subscrever um circuito da Nortravel, neste caso o Suíça fabulosa, Alsácia e Floresta Negra, que aliás já fazia parte dos meus objectivos de viagem.
E conhecendo, como conheço, os serviços Nortravel, tudo fazia prever que a minha 6ª viagem no operador turístico das “viagens com final feliz” havia de corresponder às expectativas que tinha para ela.
E que não saíram goradas.
Desde logo e por razões que nos ultrapassam, a surpresa de sermos um grupo de apenas 12 pessoas, o que veio a ser favorável pela facilidade de movimentação e de controlo do mesmo nas visitas programadas.
Mas se os adjectivos usados em determinadas classificações se mostram fora de contexto, o que foi usado para definir o espaço em que esta viagem se realizou, fez todo o sentido.
De facto, considerá-lo fabuloso não é exagerado, sendo esse exactamente o meu sentir.
O dia Um – Chegados a Zurich, lá tínhamos a competente guia Maria da Graça e o seguro e responsável motorista Osvaldo à nossa espera, verificando-se então o momento do primeiro contacto com o grupo, que havia de tornar-se uma família até final.
Dali, a partida para Colmar (Alsácia), onde nos foi servido o jantar em restaurante local e nos alojámos no Grand Hotel Bristol.
Um elemento não esperado que nos acompanhou em quase todo o tempo do circuito, o calor que nalguns momentos ultrapassou os 40º. e este dia um deu-nos claras indicações quanto a esse aspecto.
 O dia DoisQuando do programa consta que uma qualquer cidade é classificada como património da UNESCO ou da Humanidade, fica-nos desde logo a garantia de que o seu património histórico-monumental e os valores representativos da sua cultura se encontram preservados. E a visita a Colmar confirmou isso mesmo, com a nossa guia Maria da Graça a dar-nos a conhecer os aspectos mais relevantes da sua história, com desenvoltura enciclopédica, ficando-nos na memória a passagem pelos canais e que, por isso mesmo, são chamados de “Pequena Veneza”, de entre muitos outros do seu centro histórico.
Partimos depois para Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa, onde nos foi dado conhecer o centro histórico e a sua famosa catedral, assim como o relógio astronómico e outros pontos de interesse turístico, fazendo-o a pé ou num pequeno comboio ecológico.
Após o almoço, dirigimo-nos para Riquewihr, a pérola medieval alsaciana inserida num espaço onde o vinhedo se destaca pela enorme mancha verde e pelo excelente tratamento que lhe é dedicado. No jantar aí servido houve também oportunidade para saborear a excelência do vinho que ali se produz.
Mas foi também nesta deslocação que nos “cruzámos” com uma réplica reduzida do mais francês dos símbolos americanos – a Estátua da Liberdade, da autoria do engenheiro alsaciano Frédéric Bartholdi, cujo original foi oferecido pelos franceses à América, ainda que associando os maçons a este gesto.
O dia Três – A minha expectativa quanto ao que iria ver na Floresta Negra era grande, mas foi satisfeita em pleno, tanto no que se refere à relação do ser humano com a natureza como em relação à sua capacidade em preservar as tradições e deixar para os vindouros o conhecimento dos modos de vida que lhes permitiram a sustentação noutras épocas e que não devem esgotar-se nas novas tecnologias. Por muito que elas nos facilitem a vida.
Foi por isso fantástica a visita ao Vale de Gutach para apreciar o museu ao ar livre “Schwarzwalder, Freilichtmuseum Vogstbauernhof”, mostrando-nos 6 quintas à volta de um edifício principal com tudo, mas tudo, incluindo animais, do que elas comportam para o desenvolvimento da sua actividade rural. Grande lição e mostra sobre a história desse mundo tradicional ao longo de três séculos.
Após o almoço, outra agradável surpresa, a visita a Freiburg, considerada a mais ecológica cidade alemã e por isso chamada de eco-city, com os seus canais pelas ruas da cidade, onde a memória me fez recuar ao tempo em que a minha terra (o Fundão) era conhecida como a terra onde a água também corria pelas ruas e por ser a terra mais florida da beira. Agora… a saudade.
O dia Quatro – Saída para Berna, a capital da Confederação Helvética, onde despertou particular atenção os portais tombados, que serviam de acesso a abrigos, hoje declarados património pela UNESCO.
Partimos depois na direcção dos Alpes Berneses e Vaudoises, chegando à famosa estância de inverno de Gstaad.
Aqui, após o almoço embarcámos no comboio GoldenPass panorâmico, que nos trouxe por paisagens de verdadeiro deslumbramento através dos Alpes, até Montreux. Só o calor nos incomodou um pouco, até porque o ar condicionado não funcionou em condições. Mas o pessoal foi simpático oferecendo-nos água para compensar.
Após passeio na beira do Lago Leman, fomos a instalar-nos em Villars-Sur-Ollon, outra credenciada estância de inverno, de onde também se desfrutava um fantástico panorama.
O dia Cinco – Genebra foi o objectivo seguinte, também junto ao Lago Leman, com uma visita panorâmica à bonita cidade onde se encontra a sede das Nações Unidas e Cruz Vermelha, de entre muitos outros organismos mundiais.
Dali partimos para Annecy, justificadamente chamada de Veneza dos Alpes Franceses, onde foi o nosso almoço.
Seguiu-se a visita a Chamonix, histórica estância de esqui aos pés do imponente Mont Blanc, que do alto dos seus 4.807 mts. nos exibia as suas persistentes neves. Momentos inesquecíveis.
E de novo Villars-Sur-Ollon nos acolheu no regresso ao hotel.
O dia Seis – Foi o dia em que o Lago de Thun nos acolheu em cruzeiro até Interlaken, enquanto podíamos apreciar o fantástico panorama envolvente.

Aqui foi o nosso almoço, após o qual prosseguimos para Lucerna, nas margens do também designado Lago dos Quatro Cantões, prosseguindo depois para o hotel.
O dia Sete – De novo em Lucerna, foi possível então conhecer mais do belo desta cidade, onde se destaca a Ponte da Capela, Ponte do Moinho, para além de muitos outros onde ficou presa a nossa recordação.
E para o dia terminar em beleza, o jantar de fondue em restaurante típico, ao mesmo tempo que nos era proporcionado um animado espectáculo de folclore tradicional.
O dia Oito – E a viagem estava a chegar ao fim em Zurich, que nos recebera no primeiro dia.
Oportunidade para conhecer melhor a cidade e confraternizar um pouco mais com o grupo que ao longo de uma semana se fez família, registando para a posteridade o retrato que nestas circunstâncias acontece sempre.
E sendo reduzido, mais fácil foi conhecer-nos uns aos outros e estabelecer contactos entre nós.
O João foi a nossa mascote, mas com a irrequietude dos seus quase 10 anos, deixa-nos  um lindo gesto que facilmente se percebe das últimas linhas da peça que nos transmitiu para ensaio, a ser cantada no final com a ajuda da sua avó, dedicado a uma competente guia e a um motorista responsável e seguro:
………………………………………………….
Vai ficar no meu coração
para sempre de recordação
Coro:
Oyé, oyé
Esta viagem chega ao fim,
Já nascem saudades dentro de mim
Vamos seguir novos caminhos e gozar outros destinos
Coro :
Oyé, oyé, Nortravel, Nortravel
Seremos sempre teus viajantes
Embora de forma superficial, fica o relato de uma viagem fantástica, com gente bem disposta e episódios divertidos, sem esquecer o inaudito caso das batatas que nos deixaram de olhos em bico.
Até uma próxima.

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4 comentários:

Filipe Lima disse...

Tive a felicidade de pertencer a este grupo de viajantes, que com grande amizade e camaradagem partilharam esta viagem. Este relato, peça "apenas" por defeito.....de facto é difícil transcrever para umas quantas linhas toda a magia e peripécias que se passaram ao longo destes oito dias....
Papel crucial para o grande êxito da viagem foi o da nossa fantástica guia Maria da Graça, com o seu bom humor e simpatia tornaram possível o êxito. Quanto ao grupo foi curioso, atendendo a que ninguém se conhecia e no fim destes dias ficou a certeza de se terem encontrado novos amigos. Não é fácil encontrar um grupo tão heterogêneo e tão divertido.
Estamos todos de parabéns, bem como a agência promotora da viagem.....

ARVaz disse...

É sempre difícil condensar num relato como este o que se passa em oito dias de convívio. Mas é preferível ficarmos com apetite para mais...
De facto a Maria da Graça não foi apenas uma guia bem informada e competente, a contribuir para o êxito da viagem. Ela foi e é também uma boa entertainer e sem ter consciência disso, se bem julgo.
Vamos marcar a próxima...

Teresa disse...

Boa tarde.
Pretendo viajar no próximo mês num circuito tudo incluído e, sendo já tão conhecedor dos circuitos nortravel, será que me podia elucidar relativamente às refeições incluídas? É algo que me suscita curiosidade... Os pequenos-almoços são buffet, pelo que não haverá problema. Mas nos almoços e jantares, há opção de escolha, ou pelo menos mais do que uma alternativa? São "menu" incluído, com algo mais do que o prato principal (sei que as bebidas não estão)?
De resto será a primeira vez que experienciarei um Circuito e estou expectante relativamente à forma como estes decorrem.
Parabéns pelo seu blog, aprecio especialmente estas suas descrições dos circuitos - são muito interessantes e úteis para quem também adora viajar!

ARVaz disse...

Boa noite
Dirijo-me a Teresa sobre os esclarecimentos que me pede, dizendo:
- os pequenos almoços são o buffet dos hotéis;
- os almoços e jantares são menús pré-concebidos e sem alternativa;
A única hipótese de ser diferente é o de solicitar junto da agência em que adquiriu o circuito para que as refeições sejam as de um menú de dieta ou a indicação de qualquer comida que não goste ou que não possa comer. Nesse caso o operador não deixará de dar essas indicações aos hotéis.
No resto é o que já sabe.
Boa viagem.