domingo, 8 de fevereiro de 2009
CANÇÃO DE EMBALAR - ZECA AFONSO
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
QUERER, É PODER
Vendo este vídeo sugerido por um amigo, mais me dou conta da verdade que o título desta mensagem insere: quando queremos, nós podemos ! Acho que, de uma vez por todas, perdeu todo o sentido aquela afirmação: eu não consigo !
Para além destas, haverá muitas outras imagens que nos colocam perante exemplos que mostram de forma emotiva a força do querer, mas as que nos são mostradas no vídeo seguinte, acrescentam ainda algo de mais profundo, pois as aparentes limitações impostas pela falta de braços não fazem desistir uma mulher do acto supremo da maternidade, assumindo a responsabilidade de tratar, com toda a "normalidade", da criação de mais um ser humano. E com que carinho ela o faz !
Este outro exemplo também não precisa de palavras. As imagens dizem tudo.
Lições de vida que não podem, nem devem, ser desperdiçadas. E que a todos deveriam orientar.
sábado, 17 de janeiro de 2009
"O que se leva desta vida, é a vida que se leva"
domingo, 9 de novembro de 2008
2006 - AS 4 CAPITAIS DA EUROPA CENTRAL
Neste, como noutros, a escolha do programa teve a ver com o seu conteúdo, mas também foi dada muita importância ao operador, que foi aconselhado pela agência de viagens, confirmando-se no final que o serviço prestado correspondia à garantia de qualidade que nos foi dada sobre a Nortravel. O programa cumpriu-se sem falhas e a guia Tatyana, de nacionalidade checa, foi impecável.

PragaO dia seguinte foi de visita guiada pela que é designada de "Cidade das Cem Torres", começando pelo venerado Menino Jesus de Praga.
Logo de seguida atravessámos o rio Moldava através da célebre Ponte Carlos, uma autêntica galeria ao ar livre e evocativa da figura do filho dilecto da cidade, o Imperador Carlos IV, entrando depois na Cidade Velha onde percorremos as suas encantadoras praças e ruelas. O passeio terminou na famosa Praça Velha, onde admirámos o relógio astronómico, seu ex-libris, almoçando no restaurante "Rott Crystal", onde o atractivo foi a sopa de cogumelos, servida dentro de um pão de onde foi retirado o miolo, servindo assim de terrina e prato ao mesmo tempo.


O resto da tarde serviu para algumas compras, de entre elas as peças em ambar, uma recordação obrigatória de Praga. 



Para a noite desse dia aceitámos o programa facultativo de um jantar no edifício da Casa Municipal, uma das construções mais notáveis em arte nova, existente em Praga, e ainda o espectáculo típico de teatro negro ou teatro de sombras (black light), com pessoas fazendo desconcertantes malabarismos e "voando" à frente do pano, como se nada as sustivesse. 


Bratislava
O destino seguinte foi Bratislava, a capital da Eslovaquia. Ali chegados, houve lugar ao almoço em restaurante junto ao Danúbio. Embora de curta duração, a estadia permitiu visitar alguns lugares muito interessantes desta cidade.



Budapest



Porque mais não sou capaz
Aos amigos vou dedicar
C’os cumprimentos do Vaz
Foi um momento de festa
Ouvindo música a compassos
Numa noite como esta
Em que estavam os Travassos
A comida era boa
E muito bom era o pão
Alentejanos, de Lisboa
Estavam Graciete e João
Ouvindo música celeste
Mas dum grupo sem concertina
Nesse restaurante em Pest
Estavam ainda Pedro e Tina














sexta-feira, 7 de novembro de 2008
2007 - DE BERLIM A VARSÓVIA
E a leitura do programa do circuito foi suficiente para perceber que a história da 2ª. Guerra Mundial iria estar muito presente e isso foi também uma razão para a escolha, pois é um tema que me interessa muito.Entretanto, durante as viagens acontecem sempre algumas surpresas e, para mim, a grande surpresa desta viagem foi Dresden. Não lera o suficiente para me dar conta da grandeza monumental que é Dresden, uma cidade que foi quase totalmente destruída pelos bombardeamentos dos aliados, mas que hoje está completamente recuperada e é, como disse, um sonho quanto a monumentos.
Mas estas viagens têm ainda outro aliciante - conhecemos pessoas maravilhosas. E se isso depende da nossa forma de ser, então pelos vistos temos sido bons companheiros para essas pessoas, pois nos elegem sempre como companhia e daí resultam relacionamentos que nos têm proporcionado momentos muito felizes.
Partimos de Lisboa rumo a Berlim, onde nos aguardava o guia de nome Valter, que nos levou ao Hotel Park Inn, situado na Alexanderplatz e nos alojou no seu 18º. piso.
Frente à nossa janela situava-se a famosa torre da TV e das telecomunicações com 368 m. de altura, tendo a 203 m. a plataforma com um café panorâmico rotativo.

Após o jantar e já com uma temperatura mais amena, pois a tarde esteve muito quente, eu e a Nelita decidimos descer toda a sumptuosa avenida que termina na Porta de Brandenburgo, cujo nome é Unter den Linden, mas que significará algo como "sob as árvores de lima".
Berlim, Potsdam e Sans Souci
O dia seguinte começou pela visita panorâmica à capital da República Federal da Alemanha, símbolo da "guerra fria", que até 1989 ficou dividida pelo "muro da vergonha" entre a parte denominada pela URSS, a leste, e a pertencente à RFA, a oeste.
O sítio em que o muro se encontrava implantado está devidamente assinalado ao longo das ruas, tendo visitado o famoso "Checkpoint Charlie", em que era possível haver passagem entre as alemanhas divididas, mas apenas para condições muito excepcionais. 









Visita a DresdenComo já referi, Dresden foi a grande surpresa, passando a enriquecer o meu conhecimento sobre a chamada "Florença do Elba", uma cidade quase destruída pelo raid aéreo dos aliados de 13 para 14 de Fevereiro de 1945, em que terão morrido mais de 100.000 pessoas. 
Antes e depois
Todo o património então destruído foi recuperado por completo, permitindo-nos visitar um conjunto monumental fantástico e de valor incalculável, do qual se destaca o conjunto barroco Zwinger (ex-libris da cidade), a Ópera Semper, a antiga Catedral Católica, de entre muitos outros verdadeiros tesouros monumentais, e num muro do castelo o impressionante painel de mosaicos de porcelana de Meissen "a Procissão dos Duques", que milagrosamente escapou intacto aos bombardeamentos.



Wroclaw e Cracóvia
De partida para a Polónia, a primeira paragem foi em Wroclaw, para uma visita a esta bela e monumental cidade, uma das mais ricas e encantadoras do país. Aí nos foi servido o almoço, de características gastronómicas polacas.



Após o almoço continuámos para a cidade de Cracóvia, uma das maiores do país e classificada de Património da Humanidade pela UNESCO.



A visita a esta histórica cidade foi, em grande parte, feita a pé e dos locais visitados destaca-se o Monte Wavel com o Castelo real e a visita ao interior da Catedral onde foi bispo Carol Woitila, Papa João Paulo II, e ainda a parte de Cracóvia que foi cidade independente e habitada pelos judeus, chamada Kazimierz, em cuja praça foi rodado grande parte do filme "A lista de Schindler".
Entretanto, como excursão facultativa, foi-nos dada a possibilidade de visitar as Minas de Sal de Wieliczka, também Património da Humanidade, e a expectativa que tinha sobre esta visita também não saíu gorada.

Tentara informar-me o mais possível sobre o que iria ver, mas a imaginação não foi assim tão fértil para chegar à maravilha que me foi dado observar - uma autêntica cidade subterrânea feita de sal, o chamado sal-gema, com as suas casas, escolas, campos para a prática de desporto, basílica, inúmeras estátuas de santos esculpidas no sal e maravilhosos lagos. Existem ainda sanatórios, restaurantes e capelas em que se realizam cerimónias e concertos.



Fiquei a saber que as minas têm uns 5.000 anos, tem 9 níveis e o último está situado a 327 m de profundidade, que o grupo visitou, sendo a longitude total das galerias de 250 km, embora o percurso turístico que nos é oferecido representem apenas 3% de todas as escavações. Dizer ainda que o labirinto de sal de Wieliczka já era famoso na Europa medieval.


O vídeo do YouTube, bem como as fotos a seguir, permitem dar uma ideia de como era imperdível esta excursão.
Para o serão deste dia foi-nos ainda proposto um jantar num restaurante judeu, que nos faria voltar a Kazimierz. O jantar teria a companhia de música típica, a chamada música kezmer, sendo aceite praticamente por todo o grupo. Se a experiência da gastronomia judaica já nos permitiria dizer que valeu a pena, então a música interpretada pelo trio Di Galitzyaner Klesmorim, composto por acordeão, violoncelo e clarinete, este tocado por uma mulher, foi de sonho, apesar de praticamente toda ela estar carregada de um sentimento que bem se percebe ter a ver com o sofrimento do povo judeu (oiça 4 dessas musicas, clicando aqui).
Auschwitz e Santuário de Czestochowa
O dia seguinte iria proporcionar-nos a oportunidade para visitar o Campo de Concentração de Auschwitz, expoente máximo da ignominia humana, onde milhões de seres humanos foram exterminados de uma forma minuciosamente programada.
Se bem que fizesse parte do meu imaginário a possibilidade de vir a este local, pelo quanto me interesso pela história da 2ª. Guerra Mundial, estava longe de supor que aquele ambiente, e mais ainda o espólio dos que ali foram exterminados, tinha sobre mim um efeito tal, que o peito se aperta e a própria respiração se faz com dificuldade. Mal se acredita que num programa tão tenebroso como foi o da Solução Final, nenhuma consciência se tivesse transformado na areia que emperrasse tal engrenagem de morte, evitando que elas se consumassem em número tão assombroso. 




E revoltante é a ironia do letreiro que encima a entrada do campo, onde se lê "Arbeit Macht Frei", que significa "O Trabalho Liberta".

Deixamos para trás aquele local de morte, mas ainda assim não deixei de formular o desejo de que todos deviam ter a possibilidade de visitar Auschwitz ... para que o mundo nunca esqueça o que ali se passou.
E a seguir veio a visita ao Santuário de Czestochowa, o maior centro de peregrinações neste país profundamente católico, para admirarmos o Mosteiro de Jasna Gorá, um dos mais famosos santuários Marianos da Europa, que encerra o ícone de Nossa Senhora, conhecida como Virgem Negra e venerada como "Rainha da Polónia", que viria a tornar-se o símbolo do país.
Dele já tive a oportunidade de escrever, referindo-me a uma colecção de painéis existentes numa galeria mais recatada do Mosteiro, da autoria do pintor polaco Jerzy Duda Gracz, com o nome de Golgota Jasnogórska, que nos proporciona uma "visão" das estações da Via-Sacra bem diferente daquela que habitualmente nos é dado observar. Pode ver, CLICANDO AQUI.Varsóvia, por fim !
Foi uma cidade imponente, com uma intensa vida cosmopolita, antes de ser destruída pelos bombardeamentos durante a 2ª. Guerra Mundial. Reerguida dos escombros, tem vindo ao longo dos anos a adquirir a imponência de outrora e a sua importância como cidade europeia. Espraia-se ao longo do rio Vistula.

Nela viveu Chopin até se ter refugiado em Paris devido à guerra, onde morreu, mas deixando como desejo final que o seu coração voltasse a Varsóvia, onde se encontra num sarcófago, que tivémos a oportunidade de admirar na Igreja de Santa Cruz, em que foi colocado.
O passeio a pé que nos foi proporcionado levou-nos a visitar a Praça da Cidade Velha, totalmente reconstruída após a guerra e incluída na lista do Património mundial da UNESCO, a gótica Catedral de S. João, o local do Gueto Judeu com o Memorial às vítimas do nazismo, a Praça Umschlag e a famosa Rua Mila, centro de toda a resistência no gueto, incluindo o bunker em que um grupo se suicidou, fazendo-se destruir assim como à tropa nazi que o atacou. Mas outros locais foram visitados.
Depois de visitar a cidade e os locais que citei, pude identificar no filme "O pianista" esses mesmos locais com uma total "destruição", o que se consegue através de painéis cobrindo os edifícios, em que é pintada essa "destruição", mas de onde sobressai uma enorme estátua na avenida que vai da zona de Barbakan e que identifica perfeitamente o local.E de entre esses outros lugares visitados, houve o Parque Lazienki com os seus belos jardins, onde existe um monumento dedicado a Chopin, com características muito peculiares e junto ao qual foi tirada a fotografia de grupo, com o nosso guia Valter.

Para a noite da despedida houve jantar típico com dança e música polacas.

